sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A arte de confundir

Porque se falar é complicado, mais fácil é escrever.
Porque se encarar a realidade é complicado, mais fácil é enxergá-la como imaginação.

Costumo confundir a vida com um longa metragem, mas curto demais.
Confundo a solidão com um ritual egocentrico, as vezes longo demais.
Confundo o tempo que passa com o futuro, ou apenas uma idéia de como será.
Vejo cada escolhas com duas - ou várias - refeições diferentes. Facilita a ingestão das consequências.
Confundo o guarda-roupa com minha alma. As vezes, é mais fácil arrumar um guarda-roupa.
Confundo um beijo com um presente, só pra massagear o ego.
Confundo uma amizade com uma demonstração de afeto sem malícias, e nada mais.
Confundo o céu com o mar, e me pergunto "quando é que eu vou mergulhar?".
Confundo o brilho das estrelas com o brilho dos olhos. Há sempre muito mais além daquilo.
Confundo atitudes com sentimentos, porque nem sempre é facil falar o que se sente.
Confundo tardes de filme em casa com cinema, apenas pela dimensão.
Confundo a lampada com o sol, e agradeço apenas por brilhar sempre sobre mim.
Confundo a terra com a lua, porque a vida seria sem graça sem sonhos e devaneios.

Porque se falar é complicado, mais fácil é escrever.
Porque se encarar a realidade é complicado, mais fácil é enxergá-la como algo que criamos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pode ser que...

Pode ser que eu continue dormindo para a eternidade, mas terei vivido tudo o que quis viver.
Pode ser que eu nasça novamente, desde que eu recomece a mesma vida ao seu lado.
Pode ser que eu cresça, desde que você cresça também.
Pode ser que eu caminhe quilômetros só pra te encontrar. O que importa é achar e ter você no fim de qualquer jornada.
Pode ser que eu venha a cair, e tenha que levantar. Mas não me importo, se quando olhar para cima ver seus olhos.

Pode ser que venham tempos ruins, mas tudo fica bem no final.
Pode ser que já estejamos nos entendendo como antes, mas entendo que mudamos a cada segundo.
Pode ser que você não queria mais sorrir ou se divertir comigo, mas não me importo desde que você esteja ali ao meu lado.
Pode ser que você não me diga 'eu te amo'. E eu não me importo, porque eu tenho certeza de que foi isso que nos uniu.

Pode ser que você fique doente, e eu esterei lá para tratar suas feridas.
Pode ser que você chore, ou que eu chore, e ambos esteremos lá com lenços preparados, ou ombros secos para serem enxarcados.

Pode ser que eu corra, desde que seja para alcançar seus braços no final.
Pode ser que eu nade, apenas para dizer que fiz isso por você.
Pode ser que eu desenhe, para demonstrar melhor o que sinto.
Pode ser que eu viva, desde que tenha vivido apenas por você.

Pode ser que eu morra, desde que eu viva eternamente em você

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

“Eu e minha namorada estávamos bem, tão bem que não poderia haver melhor momento para nós dois! Saiamos com todos os nossos amigos, e finalmente, depois de algumas semanas conturbadas, nos divertíamos, e de verdade. Sempre sorrindo, ela dormia lá em casa, eu dormia na casa dela. Essas férias foram as melhores que já tive ao lado dela, é uma pena que tenham acabado assim, tão rapidamente. Pelo menos pareceu que o tempo passou voando! Deve ser porque nós estávamos nos divertindo.”

Alexandre fechou seu diário e olhou-se no espelho. Ajeitou os belos cabelos negros e longos, piscou os olhos verdes e olhou novamente para o diário, abrindo-o novamente. Mordeu os lábios rosados, pegou a caneta e recomeçou a escrever.

“As aulas começaram, e eu estou me sentindo estranho, mas não sei dizer o porquê exatamente. Parece que há algo em mim que algo está errado comigo, eu não sei dizer. Meu sorriso já não é mais o mesmo, e até minha namorada perguntou o que há de errado e mim.”

Fechou o diário mais uma vez. O guardou embaixo do colchão de sua cama, como sempre fazia. Levantou-se e caminhou até a cozinha de sua casa. Abriu a geladeira, mas logo em seguida a fechou.

- Porque a gente abre a geladeira pra pensar? – Ele falou baixo para si mesmo.

Como estava sem fome, e ainda era cedo, ele tomou um banho e vestiu-se para ir estudar. Com a mochila nas costas, ele resolveu caminhar ao invés de ir de carro. Faltava bastante tempo para a aula.

Passou por vários lugares muito bonitos ao nascer do sol, mas ele não prestou atenção: caminhou de cabeça baixa até chegar onde queria: a entrada da faculdade. Um prédio antigo, bem conservado, com uma escadaria grande para entrada. A porta estava aberta, e ele subiu os degraus lentamente, ainda segurando a mochila nas costas. Entrou em um corredor extenso, com armários e várias portas à direita e esquerda. Caminho até praticamente o fim do corredor, tirou do bolso uma chave e abriu o cadeado de um armário, colocando a mochila lá dentro. Ainda tinha tempo até o começo das aulas.

Mais ao fim do corredor havia uma escada para subir até os andares seguintes. Recomeçou, então, a subir os degraus, lentamente como o fez antes de entrar, com a cabeça baixa, olhando fixamente para seus pés.

Estava tão concentrado em seus próprios pensamentos que não ouviu os cumprimentos do zelador, que limpava pacientemente o chão que unia as escadas entre o primeiro e segundo andar.

Continuou subindo, lentamente. Encontrou-se em um choque com umas garotas, amigas de sua namorada. Elas o cumprimentaram, e ele pareceu não ter ouvido nem ter dado bola para o encontrão sem querer.

- O que será que ele tem? – As garotas comentaram entre si. Estavam em três, descendo as escadas.

- Ah, sei lá! Vai ser ainda não está bem. Perder alguém da família dele e da namorada na mesma semana não deve ter sido muito fácil – Uma delas disse. – Mas, mudando de assunto! – Ela respirou fundo. – Como aquele garoto é lindo, vocês viram?

- Sim! – A terceira concordou. – Ele e o Alexandre. É uma pena terem namoradas! – As três riram.

Alexandre ouviu as risadas, mas elas logo se silenciaram, assim como o som dos passos, quando ele pisou no primeiro degrau em direção ao terceiro andar. “Será que...” ele pensava “O que será isso?”. Sem parar de subir, lentamente, as escadas. E quando terminou, abriu uma porta e saiu à parte superior da faculdade, que era descoberta e fechada com grades altas. Fechou a porta atrás de si.

Lá na frente viu, de costas, um garoto loiro com a mão agarrada na grade, acima da cabeça. De cabeça baixa, ele se aproximou igualmente lento como subiu as escadas. Virou a cabeça para ver a porta, para verificar se havia fechado. Parou a mais ou menos um metro de distância à direita do garoto loiro. Com as mãos no bolso, fixou os olhos no chão lá fora. O sol ainda estava baixo no céu, e a iluminação lá de cima era linda. Viu mais pessoas chegando até a faculdade, de carro, de motocicleta, a pé. Viu um grupo de três meninas se reunirem com mais outras.

Em silêncio, o garoto loiro virou o rosto. Quando viu quem estava lá, voltou seu rosto para frente, sem tirar a mão da grade.

- Está pensando também? – Alexandre perguntou. O garoto não respondeu, e ele sorriu levemente, fechando os olhos e erguendo a cabeça. O vento suave fazia seus cabelos dançarem. – Você, pelo jeito, não deve estar muito bem também, não é mesmo? – Novamente, o garoto não respondeu. Alexandre pode notar que a respiração do garoto havia mudado. – Fala comigo, Cris...

- O que você quer saber? – Cris interrompeu, virando-se de costas para o outro. – O que mais você quer saber?

Alexandre ficou em silêncio. Abriu os olhos e virou-se para o garoto.

- Me diz alguma coisa, Cris. Qualquer coisa. – Sem resposta, Alexandre respirou por uns instantes. – Sabe, eu estou me sentindo muito estranho, e não sei direito o que é...

- Eu te amo, Alexandre! – Cris gritou, virando-se de frente para o moreno, não mais escondendo as lágrimas. – É isso o que eu tenho pra dizer! Eu já descobri o que está acontecendo, e eu não sei como lidar com isso! Não agüento mais isso!

- Cris... – Alexandre olhou fixamente para ele, mas sem dizer nada.

- Não precisa dizer nada, só fica longe de mim! – Cris começou a caminhar para a porta rapidamente, limpando com a manga da camiseta as lágrimas de seus olhos azuis.

- Cris! – Alexandre gritou, fazendo o garoto parar a alguns metros da porta.

O loiro parou, controlou suas lágrimas e virou-se lentamente. Viu Alexandre se aproximando cada vez mais, um sorriso leve no rosto e os olhos brilhantes com lágrimas. Cris ficou impressionado com aquilo, e não conseguiu esconder, deixando os lábios finos abertos de surpresa.

O moreno se aproximou lentamente. Passou a mão leve nos cabelos loiros do outro, afastando-os dos olhos, e segurou sua cabeça pela nuca ternamente. Com a outra mão, a mão esquerda, secou as lágrimas e acariciou a bochecha levemente rosada do outro. Seus olhos verdes fixos nos olhos azuis, igualmente focados.

- Cris... Eu te amo! – E aproximou sua cabeça devagar, unindo os dois lábios em um só, igualmente suas almas, em um longo beijo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Só por amar diferente!

"Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?" Ernest Gaines

Abram a cabeça!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Halo - Beyoncé

Remember those walls I built
Well Baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now

It's like I've been awakened
Every rule I had you breakin'
It's the risk that I'm takin'
I ain't never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo (halo) halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again

It's like I've been awakened
Every rule I had you breakin'
The risk that I'm takin'
I'm never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo (halo) halo

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo (halo)

OBS: Sem mais declarações...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Há muito tempo que eu não posto alguma coisa, qualquer coisa, no blog.
Então, estou aqui para reativá-lo!

Vou mudar a carinha do blog, quero fazer dele algo mais pessoal do que já está!
E para isso, preciso achar o layout certo e etc...
É um empenho, mas eu gosto! Afinal, a vida é feita de empenho!

Cara, quem disse que universidade era bom, sabia e não sabia o que tava dizendo!
Na universidade, você tem mais responsábilidades, mais regalias, mais festas, mais estresse e mais correria!
Escolha você BEM a sua, porque se não... ta fudido!

Nos falamos!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008


Ontem minha cabeça se encheu de dúvidas...

Será que tudo isso vai acabar?
Será que ainda caminhamos pelo mesmo caminho?
Será que você ainda quer viver ao meu lado?
Será que conseguiremos seguir em frente?
Será que ainda fomos feitos um pro outro? Ou será que estamos apenas desgastados?
Será que sempre soubemos?
Será que não temos pra onde ir?
Será que ainda temos voz para gritar?
Será que o meu futuro está garantido? E o seu? Será que nosso futuro está garantido?

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"You won't cry for my abssence, I know
You've forgot me long ago.
Am I that unimportant?
Am I so insignificant?
Isn't something missing?
Isn't someone missing me?"